Mel

Blog da Mel

20/07/2010 - 16:32:50


Voe para longe

“Fly away skyline pigeon fly

Voe para longe, pombo da linha do horizonte, voe

Towards the dreams you've left so very far behind

Em direção aos sonhos que você deixou para trás, tão longe”

 

 

 

A gente olha os jornais , sem querer lê a página da internet e fica sabendo que a  Marina chega aos 100 mil seguidores, que em Santa Catarina está geando, um homem matou seu vizinho por causa do cachorro, que o advogado do Bruno disse que ele é inocente... E o que é que eu tenho a ver com tudo isso?  Olho pela janela do escritório e vejo três garotos fumando maconha,  um outro com frio, sem agasalho, brincando com uma pipa feita de saquinho de supermercado. Eu vou até o centro, comprar umas coisinhas para os meninos, eles estão já reclamando das meias que ficam caindo por causa do elástico frouxo velho, as cuecas estão apertadas para o pequeno, e o tênis já não cabe mais. Outro dia, meu filho falou que eu podia comprar o que eu quisesse, que era só passar o cartão na maquininha e pronto - nem precisava de dinheiro ! Parei no farol e uma garota veio vender flores, outro balas, outra me entregou meio quilo de papéis de propaganda de apartamentos em construção, que só prestam para encher o lixo do carro, ou fazer aviãozinho.

A música no rádio nem me distraía, pois se eu me distraio, com o pé de chumbo que tenho, passo todos os radares em velocidade maior que a permitida e me encho de multas, uma vez tomei duas no mesmo lugar e no mesmo dia, e nem adiantou justificar que eu estava atrasada para pegar meu filho na escola! Que pessoas insensíveis!

Passei em frente de uma maternidade, devia estar cheia de mulheres dando a luz com dor ou sem dor, enchendo o mundo de crianças, que vão fumar maconha aos 13 anos, e vão passar frio e não ter dinheiro nem cartão da maquininha pra comprar o que quiserem, e não vão ter aquele apartamento em construção, e quem sabe serão mais um lixo jogado no canto. Será que a musica parou de tocar no rádio? Eu não estou ouvindo mais, só a sirene de um carro resgate atrás de mim , pra pegar um motoqueiro caído no chão logo ali. Será que morreu? Há outros nascendo... outros correndo, outros desempregados, e outros ainda por morrer na outra rua, logo ali.

Eu estou com a boca amarga e a cabeça doendo, sem saber o que fazer para acordar e sonhar um pouco. Eu não quero ver esse mundo cinza, eu posso escolher o que vou pensar no próximo minuto, no próximo farol, e para que lado eu vou caminhar...

Eu posso olhar a avenida e ver o que eu quiser, até um gramado , colocar um sonho na outra esquina, e voar para ele sem radares. Fugir da loucura e encontrar a vida, ou o contrário, quem sabe...

Agora eu posso ouvir de novo a musica, é Skyline Pigeon do “Elton John”, linda...perfeita!

 

 

 

 

 

Escrito por Mel às 16:32:50

13/07/2010 - 14:48:28


O que você faz com aquilo que sente?

Eu ia afirmar que todo mundo sente todos os sentimentos. Mas melhor dizer que todas as pessoas são capazes de sentir, ainda que nem todas se permitam entrar em contato consigo mesmas e, portanto, estas vivam dissociadas de seus sentimentos!

Daí, já dá pra perceber que sentir não é, definitivamente, uma vivência linear. Muda em intensidade, freqüência, profundidade e consciência. Sobretudo, a atitude a partir de cada sentimento depende da maturidade e do equilíbrio emocional de cada um. Porque, no final das contas, não é o que você sente que determina quem você é, mas o que você faz por causa do que sente!

Tem gente que leva um “fora” e se mata, literalmente. Mas tem gente que cresce, aprende a se valorizar mais e se torna mais forte para a próxima relação. A diferença não é que para a primeira pessoa foi muito difícil passar por isso e para segunda foi fácil. Para as duas certamente foi difícil. Aliás, pra todo mundo é doloroso sentir-se rejeitado. A diferença é que a primeira conseguiu enxergar apenas uma saída: a fuga de si mesma; e a segunda encontrou outras maneiras de lidar com sua dor.

Tem gente que sente ciúme e arma uma baita confusão, dá vexame, ofende, agride e perde a razão. Mas tem gente que, apesar de também se magoar por causa deste sentimento, consegue elaborar a situação e compreende que é possível resolvê-la de maneira mais criativa, conversando, expondo seu ponto de vista e mostrando seus limites, por exemplo.

Tem gente que é traído e entra em profunda depressão. Tem até quem mate o traidor. Tem quem destrói a si mesmo, entrega-se a alguma dependência, seja física ou psíquica, ou se fecha tão hermeticamente para a possibilidade de amar novamente que nunca mais consegue ser coerente com seus desejos. Mas tem gente que percebe que o outro não agiu dignamente e não conseguiu exercer a lealdade e descobre que cada um é responsável por suas próprias escolhas. As pessoas são diferentes!

Tem gente que sente tristeza ou solidão e se lamenta tão escancaradamente que se torna pesada, cansativa, negativa, repelente. Fica patinando em sua própria dor e não pára pra avaliar qual a melhor atitude a fim de “se desatolar”. Mas tem gente que busca ajuda, procura ver o lado bom da vida e investe em seu amadurecimento de modo que se torna maior que a tristeza que lhe faz derrapar. E, enfim, consegue recuperar a alegria de viver!

Mas, sabe... Tem ainda um outro tipo de gente. É aquela que sente tudo isso, entre outros sentimentos, e simplesmente “finge” que não sente. Ou porque realmente tem um ego exacerbado e decide exibir a máscara de “todo-poderoso”, negando suas emoções; ou porque nem se dá conta do que está sentindo. Simplesmente desconecta, não pensa no assunto. Está tão distante de sua essência que atropela a si mesmo (e aos demais) e vive como se fosse um iguana, cuja estrutura cerebral é tão primitiva que não tem condições de sentir qualquer tipo de afeto. Para essas pessoas, mais cedo ou mais tarde, uma avalanche de sentimentos ressequidos virá à tona de alguma forma: ataque cardíaco, colesterol, artrose, diabetes, depressão, transtornos afetivos, enfarte, câncer, entre outros distúrbios ilimitados.

Existe (felizmente!) uma forma mais saudável de transcender nossas próprias limitações e quebrar as armaduras que tanto nos distanciam de quem realmente somos e daquilo que realmente desejamos viver. E esta saída não existe somente para os que renegam (consciente ou inconscientemente) o que sentem, mas para todos nós, porque ninguém tem todas as respostas. Estamos sempre em processo de crescimento e mudanças... sempre! Além disso, estamos vulneráveis a recaídas e enganos, o que nos coloca na posição de “eternos aprendizes”, como cantou lindamente o brilhante Gonzaguinha.

Isso significa que todo mundo que está vivo, inevitavelmente, está exposto aos sentimentos difíceis: saudade, tristeza, desespero, sensação de abandono, ciúme, insegurança, ansiedade, solidão, etc. Assim como também está sujeito as maravilhosas surpresas da vida, à possibilidade de superar os momentos mais dolorosos e a experimentar ocasiões imperdíveis.

Por isso, admitir que você pode estar enganado na forma com que vem agindo por causa do que sente (ou do que não tem se permitido sentir), é uma ótima demonstração de inteligência emocional, já que as relações que você vive devem servir justamente para isso: para apontar uma chance de se tornar mais feliz, coerente e humano.

Não tenha medo dos seus sentimentos, ouse aprender com eles!










 

 

Escrito por Mel às 14:48:28

23/06/2010 - 17:12:57


Você aceita a poligamia?

A poligamia é uma prática muito antiga, encontrada em muitas sociedades humanas. A Bíblia não condenou a poligamia. Pelo contrário, o Velho Testamento e os escritos rabínicos freqüentemente atestam a legalidade da poligamia. Dizem que o Rei Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas (Reis 11:3). Também o Rei Davi teve muitas esposas e concubinas (2 Samuel 5:13). O Velho Testamento tem algumas injunções em como distribuir a propriedade de um homem entre seus filhos de diferentes mulheres (Deuteronômio 22:7). A única restrição com relação à poligamia é a proibição de tomar uma irmã da esposa como uma esposa rival (Levítico 18:18). O Talmud aconselha a um máximo de 4 esposas. Os judeus europeus continuaram a praticar a poligamia até o século XVI.

Os judeus orientais praticavam a poligamia regularmente até a chegada a Israel, onde ela foi proibida por lei. Contudo, na lei religiosa, que sobrepuja a lei civil em tais casos, a poligamia era permitida.

E com relação ao Novo Testamento?  “Em parte alguma do Novo Testamento há uma orientação expressa de que o casamento deve ser monogâmico ou qualquer orientação que proíba a poligamia”. (. Além disso, Jesus não falou contra a poligamia, embora ela fosse praticada pelos judeus de sua época. O padre Hilman chama a atenção para o fato de que a Igreja de Roma proibiu a poligamia, a fim de se adequar à cultura Greco-romana (que prescrevia somente uma esposa legal, enquanto que tolerava o concubinato e a prostituição). Ele citou Santo Agostinho, "Agora, em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar uma outra esposa" .

O Alcorão também permitiu a poligamia, mas não sem algumas restrições: "Se vós temeis não serdes capazes de conviver justamente com os órfãos, casai com mulheres de sua escolha, 2 ou 3 ou 4 vezes; mas se temerdes que não sereis capazes de conviver justamente com elas, então casai somente com uma" (4:13). O Alcorão limitou o número de esposas a 4, sob a estrita condição de que as esposas sejam tratadas igualmente.

 Por que a poligamia é permitida? A resposta é simples: há lugares e épocas em que razões morais e sociais compelem para a poligamia.

Em muitas sociedades humanas, as mulheres superam os homens em quantidade. Em um país como a Guiné, há 122 mulheres para cada 100 homens. Na Tanzânia, há 95,1 homens para 100 mulheres (55). O que uma sociedade deve fazer para resolver esse desequilíbrio? Existem várias soluções, e alguns podem sugerir o celibato, outros preferem o infanticídio feminino (que ainda acontece no mundo de hoje em alguns lugares).  Para outras sociedades, como a maior parte das sociedades africanas de hoje, a saída mais honrosa é permitir o casamento poligâmico, como uma instituição culturalmente aceita e socialmente respeitada. A questão, que é muitas vezes incompreendida no ocidente, é que muitas mulheres de outras culturas necessariamente não vêm a poligamia como um sinal de degradação da mulher. Uma pesquisa realizada na segunda maior cidade da Nigéria com 600 mulheres, com idades entre 15 e 59 anos, mostrou que 60% dessas mulheres não se importariam que seus maridos tivessem outra esposa. Somente 23% expressaram raiva ante a idéia de dividirem seus maridos com outras mulheres. 76% das mulheres que se manifestaram numa pesquisa realizada no Quênia, viram a poligamia positivamente.
A poligamia, na maior parte das sociedades africanas é uma instituição tão respeitada, que algumas igrejas protestantes começaram a tolerá-la, "Embora a monogamia possa ser ideal para a expressão do amor entre o marido e a esposa, a igreja deve considerar que em certas culturas a poligamia é socialmente aceitável e que a crença de que a poligamia é contrária ao cristianismo não se sustenta por muito tempo". Depois de um cuidadoso estudo sobre a poligamia africana, o Reverendo David Gitari, da Igreja Anglicana, concluiu que a poligamia, como idealmente praticada, é mais cristã do que o divórcio e o novo casamento, porque há uma preocupação com as esposas e crianças abandonadas.

O problema do desequilíbrio entre os sexos começou na verdade nos problemáticos tempos de guerra.
Após a segunda guerra mundial, havia na Alemanha 7.300.000 mais mulheres do que homens (3.3 milhões delas eram viúvas). Havia 100 homens na idade de 20 a 30 anos para cada 167 mulheres naquele mesmo grupo de idade.  Muitas dessas mulheres necessitavam de um homem, não apenas como uma companhia mas, também, como um mantenedor para a casa, num tempo de miséria e injustiça sem precedentes. Os soldados do exército aliado vitorioso exploravam a vulnerabilidade dessas mulheres. Muitas jovens e viúvas tinham ligações com membros das forças de ocupação. Soldados americanos e britânicos pagavam por seus prazeres com cigarros, chocolates e pães. As crianças ficavam felizes com os presentes que os estrangeiros traziam. Um menino de 10 anos, vendo esses presentes com outras crianças, desejava ardentemente um "inglês" para a sua mãe e assim, ela não precisaria passar fome por tanto tempo.

Nos dias atuais por exemplo, nos USA, há uma séria crise na comunidade negra. Um em cada 20 jovens rapazes negros podem morrer antes de atingir a idade de 2l anos. Para aqueles que estão entre os 20 e 35 anos, o homicídio lidera a causa da morte . Além disso, muitos rapazes negros estão desempregados, na prisão ou são viciados . Como conseqüência, uma em 4 mulheres negras, na idade de 40 anos, nunca se casaram, enquanto que este número é de 1 para 10 mulheres brancas. O resultado final dessas trágicas circunstâncias é que há um aumento no número de mulheres negras comprometidas com "homem-partilhado". Isto é, muitas dessas infelizes mulheres negras solteiras estão envolvidas em casos com homens casados. As esposas muitas vezes não têm consciência do fato de que outras mulheres estão dividindo seus maridos com elas.  Acredita-se que a poligamia consensual como a poligamia sancionada pela comunidade e na qual todas as partes envolvidas concordem, em oposição ao segredo dos casos com homens casados, os quais sempre prejudicam tanto a esposa como a comunidade em geral.

Philip Kilbride, um antropólogo americano, em seu livro provocativo, "Casamento Plural para o Nosso Tempo", propõe a poligamia como solução para alguns dos males da sociedade americana. Ele argumenta que o casamento plural pode servir como uma alternativa potencial para o divórcio em muitos casos,a fim de eliminar o impacto danoso do divórcio sobre as crianças. Ele afirma que muitos divórcios foram causados pelo excessivo número de casos extraconjugais ocorridos na sociedade americana. De acordo com Kilbride, transformar um caso extraconjugal em um casamento poligâmico, ao invés do divórcio, é melhor para as crianças. Além disso, ele sugere que outros grupos também se beneficiarão do casamento plural, tais como: mulheres mais velhas, que enfrentam uma crônica diminuição de homens e os negros americanos, que estão envolvidos com o "homem-partilhado".

Os países cristãos como o nosso, fazem um estardalhaço sobre a monogamia, mas, na verdade, eles praticam a poligamia. Ninguém ignora a existência das(os) amantes na sociedade ocidental.


Vale a pena ressaltar que  neste texto a maioria das referências foi para casais ( homem x mulher), mas é claro que a temática vale para casais homossexuais.

Tomar uma segunda(o) esposa/companheira/companheiro, ainda que com o livre consentimento do primeiro, é uma violação da lei. Por outro lado, trair  a esposa(o), com ou sem o seu conhecimento e/ou consentimento, é perfeitamente legitimada. Este é um dos paradoxos fantásticos de nosso mundo "civilizado".




 

Escrito por Mel às 17:12:57

28/05/2010 - 15:50:54


Mysterious

Existem pessoas nesse mundo que são mesmo especiais. Sem saber porque, elas tocam o coração da gente.

Ontem assistindo a um programa , o QST , que é umas das poucas coisas razoáveis que sobraram na TV aberta, vi um rapaz que me deixou pasma . Para quem não conhece o “QST” (sigla de :qual é o seu talento), é um programa diversificado, que faz uma seleção de pessoas que querem mostrar seu talento, seja por canto, dança, malabarismo, ou o que quer que seja, enfim, todos concorrem a um prêmio final de duzentos mil reais. Aliás, este é um dos poucos programas de TV que recebe vários travestis, com carinho e respeito.

Eu já tinha visto esse rapaz cantar em outra apresentação, interpretando uma ópera divinamente. O que chama a atenção é que ele é um contra tenor, tem voz altíssima, coisa difícil de ver no sexo masculino.

Outros exemplos são: Nei Matogrosso, e o meu ídolo ”número um” – Fred Mercury.

 Modéstia à parte, entendo um pouquinho de música, estudei piano durante sete anos e o gosto por musicas eruditas, líricas, já vem no sangue.

Ontem, Dannilu cantou Wuthering Heights, com uma interpretação teatral magnífica, resultando na sua classificação para a final.

Bem, eu não falei tudo isso para fazer propaganda do moço, ainda que ele mereça muito! O que realmente me impressionou a ponto de ser tema desse post, foi algo que ele transmite no olhar. Uma força inexplicável, misto de magia, mistério, ocultismo unidos àquela voz maviosa que faz a gente ir para outro plano.

Aqueles dois olhos negros pintados com delineador entraram pela minha sala e me tocaram muito. Instigaram-me a procurar saber quem era o tal Dannilu de voz extremamente afeminada e que não tem o menor problema em se mostrar com um vestido imenso vermelho fogo de mais dois metros de altura ( ele estava sob um  palanque  fazendo com que o vestido ficasse muito longo e alto) para todo o Brasil.

Seu lado feminino é lindo, deslumbrante, embora ele sempre se mostre mesclado com o masculino: apresenta-se com um vestido de cetim ou com um leque de uma dama, mas com cavanhaque e cabelos masculinos.  Ele choca. Literalmente , sua imagem choca com essa mistura.

Depois eu descobri de onde vinha parte daquela magia: no final, quando ele se classificou, vestido de preto e vermelho, ele saudou seus guias e seus elementais.

Para a maioria ficou um rosto pintado, cantando com voz feminina. Para mim, pelo menos, era um ser iluminado, com alma de mulher, meio corpo de homem, vibrando energia, fogo, luxuria, magia, beleza estonteante, um misto de pomba-gira com exu.

 

Adorei, e quero conhecer mais desse tal de Dannilu.

 

Escrito por Mel às 15:50:54

17/05/2010 - 11:05:52


Precisamos desobedecer mais.

 

Desde crianças nós aprendemos a ser obedientes, sendo intitulados de “bonzinhos” por isso.

A criança boa é aquela que obedece a rigor o que os mais velhos dizem. No decorrer da vida, essa mensagem vai se fortificando cada vez mais, e por isso muitas vezes nos culpamos por tantas coisas sem a verdadeira noção do que realmente é o correto.

Existem estudos, um exemplo clássico é o experimento de Milgran, que foi feito para medir a capacidade humana de obedecer a uma autoridade, mesmo que isso implique ser cruel com outros (e consigo mesmo). O psicólogo Milgran queria entender como Hitler foi capaz de mobilizar milhões de pessoas comuns no seu projeto genocida.

A grande maioria das pessoas que participaram do experimento obedeceu à autoridade, e os que se sentiram incomodados e quiseram parar, uma simples reação de dureza por parte da autoridade, fazia com que os voluntários continuassem.

Poucas são as pessoas que conseguem ouvir a voz da sua consciência e seguir aquilo que acham correto, desobedecendo a ordens de superiores, ou ainda, indo contra padrões previamente estabelecidos.

Então podemos imaginar como é difícil para uma pessoa “desobedecer” o que é tido como normal no quesito sexualidade. Entrar num armário e esconder-se por algum tempo é, no mínimo, justificável (embora não seja a opção mais adequada).

Esse processo é difícil, lento, e envolve muita determinação. Não só para o exemplo dado, a homossexualidade, mas para tudo na vida.

 

É preciso mudar desde cedo: crianças boas são aquelas que, quando chega a hora de escolher entre o certo e o errado, são capazes de desobedecer!

 

 

 

Escrito por Mel às 11:05:52

07/05/2010 - 10:57:30


Dia das mães

O Silvio é um rapaz de 21 anos, bonitão, corpo saradinho, que conheci lá na academia.

Há dois anos ele contou para os pais sobre sua orientação homossexual e, como sempre, teve uma razoável receptividade da notícia somente por parte da mãe. O pai, sem dizer nada, virou as costas e desse dia em diante não falou mais com o filho.

É estranho como as pessoas reagem: não suportam sequer a idéia de falar sobre o assunto, nem para esclarecer dúvidas, ou para brigar que fosse, mas não o fazem. Preferem acreditar que nada ouviram.

A mãe ficou um pouco distante por um tempo, mas depois tudo ficou bem, ele até conversa bastante sobre seus namorados e tudo caminha em ordem.

Nesses dias, ele estava conversando comigo e o notei um pouco triste. Achei que poderia ser algum romance que não deu certo, ou algum problema no emprego, família, mas não quis perguntar para não ser indiscreta.

Ontem, ele veio se desabafar e contou uma história bastante estranha que eu fiquei pasma!

Ele me dizia que sempre levava alguns namorados em casa, mas nunca para ficar muito tempo, apenas eles passavam para pegá-lo para sair, entravam um pouco, pela insistência da sua mãe inclusive, e logo saíam. Nada de intimidades, ele é sempre muito discreto e recatado.

Acontece que o Silvio estava namorando um cara bem mais velho que ele agora, cerca de doze anos a mais. Até aí, nada demais.

O namorado, mais velho, mais experiente, muito educado, logo conquistou a simpatia da mãe, o que resultou num ambiente bem melhor para todos, já que com os outros ela sempre tinha um motivo para criticar.

Tudo estava indo muito bem até que o Silvio descobriu que o cara era casado, levava uma vida dupla, fazendo a fachada de hétero para a esposa e filhos.

Já imaginam o drama que isso causou na cabeça do pobre coitado! Porém, a gente sabe que isso acontece, eu disse: parte pra outra, esquece esse cara, você é novo, bonito, tem uma vida pela frente, não vale a pena ficar remoendo uma coisa que não deu certo.

- O pior não é isso, Mel- ele respondeu - dois dias depois da nossa briga, eu estava com a cabeça quente no serviço e resolvi vir embora pra casa mais cedo, tomar algum remédio e dormir para esquecer! – Você não imagina o que me aconteceu: eu cheguei em casa e peguei meu ex-namorado com a minha mãe! Eu estou arrasado!

Bom, eu não sabia o que dizer para o Silvio, estava de boca aberta.

Gente, como pode uma coisa dessas acontecer?

Será que eu estou ficando velha, retrógrada, fora de moda, anos 60, etc., etc.?

Tenho até medo de começar a escrever que: “na minha época” as coisas não eram assim.

Ficaram algumas questões na minha cabeça:

Esse tipo de atitude pode ser uma revolta da mãe, por no íntimo, não aceitar a orientação sexual do filho?

Uma vingança por ele ter (supostamente) ferido seus sentimentos maternais?

Existe competição amorosa entre mãe e filho homossexual?

Seria ciúmes da mãe, pelo filho estar com alguém que ele ama, e ela ter um relacionamento desgastado e ruim?

Ou seria pura sacanagem e safadeza dela e do namorado?

Não sei, realmente isso contradiz tudo aquilo que se entende pela palavra “mãe”

Fico sem a resposta e meio encabulada com o que eu pretendia dizer nesse post para todos vocês, parecendo irônica a frase : “Feliz dia das mães”...

Normalmente as propagandas nessa época enfatizam a imagem daquela mãe “santa”, toda pureza e carinho, que nunca fala não, que exala ternura pelos poros, a mulher maravilha que trabalha e chega em casa sorridente para cuidar dos cinco filhinhos que a esperam numa casa bagunçada e transbordando sujeira ...

Essa mãe não existe! Sinto muito.

Mãe é um ser como você, cheio de defeitos, de intolerâncias e recheada de preconceitos que a vida lhe impôs.

Sim, o amor materno existe e é lindo. Mas isso não a torna um ser alado, muito menos santificado. Ela é de carne e osso, tem dores no corpo, tem falta de dinheiro, tem preocupações, tem TPM, fica de saco cheio da bagunça da casa, de ter que ir ao mercado, fica irritada com as meias que deixaram no sofá, não agüenta mais fazer frango assado aos domingos e ainda tem que aturar um marido que já não é aquele com quem ela se casou, enfim, as “surpresas” que a vida lhe preparou sem que ela tivesse a chance de escolher coisa melhor.

Essa é a sua mãe! Tenho certeza que você a ama muito, e ela ,a você.

Essa é a única verdade desse dia: o amor .

Mesmo que isso não seja muito claro em alguns lares (como vimos), pense nele- no amor verdadeiro – não no presente do dia das mães.

 

Que todas as mães tenham um feliz “segundo-domingo- de- maio” e que todos os filhos tenham uma mãe, que mereça esse nome.

 

 

Escrito por Mel às 10:57:30

04/05/2010 - 15:16:21


Convocação para um BEIJAÇO COLETIVO

 

O “jornalzinho” – com o sugestivo nome de O Parasita, produzido por alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, publicou o texto que vou transcrever na íntegra, abaixo:

 

 

“Lançe-merdas e Brega será na Faixa – Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em território dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo “Aí, tira a mão daí.” Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela”, escreve “O Parasita”.

 

Não preciso fazer comentários sobre quem merecia ser jogado merda. Pensando bem, uma idéia dessas só poderia sair de uma cabeça que só tem fezes mesmo!

 

Mas, como diz aquele velho ditado que quanto mais se mexe na merda mais ela fede, e esse assunto já foi um tanto remexido, vamos falar direto das conseqüências , do que foi feito realmente.

 

 A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar os responsáveis pelo texto homofóbico no dia 26 de abril pela delegada Margarette Corrêa Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), a pedido da Defensoria Pública de São Paulo e da Secretaria de Justiça. A responsável pelo caso será a delegada assistente do Decradi Daniele Branco.

 

 “As expressões utilizadas pelo jornal são extremamente agressivas, desrespeitosas, preconceituosas", criticou Maíra Coraci Diniz, defensora pública de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito.

Segundo ela, o fato de o jornal ser divulgado entre os alunos sem assinatura do autor é um sinal de covardia e o caso se torna mais grave por ser produzido por estudantes de uma universidade pública. “A faculdade, a universidade, a escola não tem só obrigação de ensinar matéria, matérias de farmácia ou medicina ou direito. Ela tem obrigação de formar cidadãos comprometidos com os direitos humanos. A universidade é custeada com dinheiro dos cidadãos, inclusive com o dos cidadãos homossexuais", afirmou a defensora.

 

A intenção, no episódio envolvendo os alunos da USP, é penalizar administrativamente os autores da violência, recorrendo a uma lei estadual que multa quem comete homofobia. A multa, que pode chegar a R$ 20 mil, será destinada a um fundo que financia políticas públicas na área da diversidade sexual em São Paulo.

 

*****

 

Esperar alguma punição mais séria é utopia, num país que não se pune ninguém. Porém eu achei interessante a tal da multa. O brasileiro só respeita alguma coisa quanto sente alguém botar a mão no seu bolso. Lembram-se da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança? Só deu certo quanto estipularam uma multa bem salgada para os infratores.

 

Em resposta, nesta terça (4 de maio), e também dia 20 , os alunos da USP estão convocando todos aqueles que queiram participar, homossexuais ou não, para um “BEIJAÇO COLETIVO” em frente ao prédio da Farmácia, num ato de repúdio ao Parasita.

 

Isso mostra o quanto os homossexuais são superiores entre tantos outros quesitos, na educação e moral. Estarão retribuindo a “merda” espalhada pelos homofóbicos , com um beijo, um ato de amor.

 

Acho que não existe remédio melhor, que aprendam os futuros farmacêuticos, do que devolver amor a quem tanto precisa para derrubar seus parasitas internos, fobia e ódio que corrói, quando vê alguém demonstrando que pode ser feliz como é!

 

Escrito por Mel às 15:16:21

22/04/2010 - 17:43:18


Ana Laura, descanse em paz!

Este texto reflete a angustia dos que sofrem com o pesadelo da anorexia. As palavras que trasncrevo aqui, são de uma amiga minha, a Bianca ou Nana como preferirem, postadas em seu blog em homenagem à sua querida amiga Ana Laura.

 

"Laura... ah Laura... O que eu posso dizer aqui que defina meu amor? Acho que nada que eu fale agora vai fazer com que diminua a dor que eu - e tantos outros – estamos sentindo. Você minha amiga, mais do que qualquer outra pessoa mudou minha vida e minha história. Hoje, sou quem eu sou porque tive o privilégio...não...a HONRA de viver ao seu lado.
Perder  você vai ser a pior e a mais dolorosa fase da minha vida. Porque eu te amo como se fosse minha irmã e sei que você sente o mesmo...aonde quer que você esteja!
Eu queria tanto ter te tirado disso, queria tanto poder voltar o tempo e te dar a mão mais uma vez !

- só que dessa vez eu tomaria a decisão por você....não deixaria você escolher . Eu dormiria mais noites ao seu lado, seguraria sua mão mais do que segurei e diria não, mais vezes do que disse.
Eu me lembro até hoje o dia que nos conhecemos: Laura era a menina ruiva de olhos azuis, 1,80m e rosto de boneca que sentava no canto da terapia em grupo. A modelo que falava palavrões demais e chamava todo mundo de gostosa como se fosse o jeito mais natural de tratar alguém. A garota que não se importava com que os outros pensavam, com que os outros diziam, ou com o que os outros criticavam.
Ficamos amigas não sei por que, e foi na clínica durante a nossa internação que a amizade cresceu... lembro bem das coisas loucas que fizemos juntas, até roubamos a balança do médico, lembra? Acordávamos as enfermeiras com batucada às tres da madrugada, fazíamos baile funk no banheiro e tentávamos jogar "pedra, tesoura ou papel" com as cozinheiras para não comer!


Você curou minhas feridas, eu curei muitas das suas e viramos amigas para sempre. Eu saí da clínica e orei cada dia para você sair também. A vida não tinha mais graça sem você.

Eu te entendo Laura! Como entendo! Nossa, ainda há dias que eu digo: -Porra Bianca, olha seu peso sua idiota! essa é a anorexia falando na minha cabeça e eu tento trancar ela em um lugar forte, onde ela não possa me afetar mais.

Eu quis estar onde você esteve, o sucesso, a carreira , mas Laura...olha o que você fez com você caramba...você morreu e agora? O que eu vou fazer sem você? Pra onde eu vou Laura? Como eu fico? Como todas nós ficamos?


Agora já aconteceu...o tempo passou, você saiu da clínica e conseguiu se afundar ainda mais...ah Laura...todas as noites que eu fui pra sua casa segurar sua mão! Todos os remédios que eu joguei fora, todas as vezes que te obriguei a comer, todos os tapas que eu te dei (e que doeram mais em mim do que em você..) não adiantaram de nada? Eu disse: Laura, isso vai te matar, pára! E você não me ouviu...por que Laura?
Eu me vi curada e pensava: Como quero que a Laura sinta isso! Como quero que ela simplesmente coma ...sem pensar em calorias ou em como é infeliz ou em como está gorda e imperfeita...Eu ainda sofro Laura, mas eu estou viva e eu queria que você sentisse isso...porque eu sei como a doença consome, eu sei o que é estar no fundo do poço em um ponto tão baixo que não se lembra mais o que é respirar.  Viver e morrer nem importa mais...E cara, quando é indiferente morrer ou não.... é ..muito ruim. Ah Laura...se você soubesse como é estar aqui do outro lado!
Vou te levar comigo Laura, porque quero que você viva, quero que respire por mim e sinta seu corpo forte e único. Quando eu me tornar mulher estará comigo, quando eu me formar....quando me casar, quando tiver meus filhos, serão seus filhos também...estará comigo quando eu sorrir, quando eu chorar, quando fizer minha primeira mudança para meu apê, quando for ao cinema assistir aquela estréia que estava esperando há meses....você vai estar lá Laura, sempre....
Você fará falta , de uma forma absurda e dolorosa. Eu sentirei sua falta cada dia e orarei pelo nosso reencontro. Seja feliz até lá minha amiga, você merece.

Eu te amo Laura .
Minha menina, minha amiga, descanse em paz."
 
QUEM ERA ?

Nome: Ana Laura M. - Laura para os íntimos.
Idade: 18 anos.
Local de nascimento: Campos do Jordão - SP
Profissão: Modelo e estudante.
Trabalhos já realizados: M. Officer, Maria Maria, Contém 1g., Basic Collection, Mad Rats, Maria Bonita, G.B., Houser, Zara Brasil, Guaraná Brasil, Spezzato teen, Bagatelle, entre outros.
Atividades preferidas: Desenhar e ir ao cinema.
Comida preferida: Alguma coisa com pimenta.
Um momento que marcou a vida: A primeira viagem ao Japão.
Um sonho: Dirigir um corvette a mais de 160.
Um pesadelo: Não poder ver meus amigos todos os dias.
Uma palavra: Deus.
Um erro que já cometeu: Achar que podia e sabia tudo.
Um acerto do qual se orgulha: Ter reconhecido meus erros.
Um lugar: O Japão
Um musica: 'Fuck you right Back'.
Filhos: Meu cachorro, serve
?

Como você é fisicamente: Ruiva, olhos azuis, alta e gostosa, alguma dúvida
?
PESO AO MORRER: 46 kg.
Ana Laura faleceu na noite do dia 13 de abril, na UTI do hospital Santa Luzia - Brasília. Teve insuficiência renal e cardíaca devido ao baixo peso e morreu de parada cardiorespiratória.

Escrito por Mel às 17:43:18

12/04/2010 - 11:07:18


Amores, amores

Confusão geral estabelecida na  minha humilde cabecinha.

Não é verdade que noventa por cento dos gays (numero meramente escolhido ao acaso) reclamam que não tem sorte no amor? Dizem que os relacionamentos são intensos mas nem tanto duradouros, nada de amor até que a morte os separe?

Muitos gostariam de ter companheiros/as para viverem juntos muitos e muitos anos, envelhecerem casadinhos e poderem sentar numa cadeira de balanço na varanda relembrando os velhos tempos.

Nunca li nenhuma pesquisa a respeito, mas eu tenho escutado mais casos de amores que deram certo entre homossexuais mulheres, do que entre os homens. Qual será o motivo? Será que as lésbicas são mais sérias com suas companheiras, mas sinceras, menos “traíras”?

Não sou eu que estou dizendo, apenas como eu recebo muitos e-mails e converso com vários homossexuais, vejo que as mulheres são mais tranqüilas nesse aspecto, vivem com freqüência, nada mais nada menos, que dez anos juntas. Claro que isso não é regra, existem exceções.

O que eu fico pasma é o quão intenso é esse amor, se é que se pode medir a intensidade de um sentimento.  Nesses dias eu soube de um caso de casal lésbico que me deixou com a cabeça confusa, tamanha a discrepância de tudo o que se diz por aí. Elas vivem juntas há mais de 25 anos. A dedicação que uma delas tem pela outra é algo impressionante.

Não, não é uma maravilha de vida, logicamente todo mundo tem seus altos e baixos, mas nesse caso uma delas já aprontou feio para a outra, já teve traição, muitas brigas, muito desentendimento e mesmo assim, em nome de um amor muito forte, a outra suporta o sofrimento para continuar ao lado da sua amada. Não sei se isso é muito sadio, mas que é lindo é! Difícil de ver hoje em dia.

Resumindo, eu concluí que são um tanto quanto raros os amores gays que permanecem firmes e duradouros, porém quando acontece é muito mais intenso que o dos héteros. Talvez por conta de tantas dificuldades transpostas, acabam sendo mais verdadeiros.

 

Será que estou certa sobre isso?

 

Escrito por Mel às 11:07:18

24/03/2010 - 16:01:20


“Metade dos brasileiros não aceita médico nem político gay”

Olhem só o que eu achei numa edição antiga da revista Veja:

“Metade dos brasileiros  não aceita médico nem político gay”

Este foi o resultado de uma pesquisa do IBOPE que entrevistou 2000 pessoas em diversas localidades do Brasil , de diferentes classes sociais. Isto foi matéria de capa da revista em maio do ano de 1993!

Meu filho tinha apenas 3 aninhos e a opinião do brasileiro tinha este perfil:

·         50%  já admitem que convivem com homossexuais no seu cotidiano, trabalho, bairro , clubes, etc.

·         56% mudariam sua conduta se soubessem que seu colega era homossexual. Um em cada cinco destes, se afastaria.

·         36% deixariam de contratar um homossexual para um cargo em sua empresa, ainda que ele fosse mais qualificado.

·         45% trocariam de médico se descobrissem que ele é gay. O mesmo aconteceria com os dentistas que perderiam metade de seus clientes.

·         47% mudariam seu voto se o candidato fosse gay.

·         56% não concordam que um candidato homossexual seja eleito para Presidente da República.

·         51% acreditam que se nasce homossexual, e um quinto acredita que a educação recebida pela pessoa é que determina a sua homossexualidade.

·         58% acham que um casal homossexual, mesmo que já viva junto há muito tempo, não deve adotar uma criança.

·         44% acreditam que os homossexuais é que provocaram o aparecimento da Aids.

·         61% acreditam que os homossexuais são responsáveis pela disseminação da Aids pelo mundo.

·         79% ficariam tristes se tivessem um filho homossexual, 8% seriam capazes de castigá-lo.

 

Dez anos depois, meu filho estaria me contando que era homossexual, e depois disso já se passaram mais sete anos.

Quase vinte anos se foram e pouca coisa mudou!

Triste, mas é a realidade.

Cabe a nós, lutar incessantemente para mudar esse cenário.

 

 

 

Escrito por Mel às 16:01:20

18/03/2010 - 14:58:33


Seus pais permitem que você transe em casa?

É bastante complicado falar de liberdade sexual quando se trata de jovens adolescentes.

Outro dia uma amiga muito querida estava comentando que se considera uma pessoa moderna, tem bom relacionamento com os filhos e mesmo assim, às vezes entra em crise com seus conceitos. Ela, é uma mulher de 35 anos, separada, muito bem resolvida, independente, bissexual e tem dois filhos: um garoto de doze e uma garota de quinze anos.

Sua filha recebeu em casa alguns amigos, garotos e garotas da escola. Era uma festinha de aniversário e estavam ali inclusive alguns familiares. Os meninos estavam até que bem comportadinhos, esparramados num sofá, distraídos entre musicas e jogos. Já as meninas estavam mais espoletas, davam risadas altas (como é normal nessa idade) e começaram a brincar de selinhos. Tudo estava num clima de brincadeira e até ela, a mãe, ganhou selinho das garotas. Nessa descontração, selinho vai, selinho vem, mãozinha aqui, mãozinha ali, o clima foi esquentando ,e as meninas disfarçadamente foram pelo corredor adentro, até que minha amiga percebeu que três foram para o quarto, uma delas era a sua filha.

Sem deixar perceber que ela estava de olho, pode constatar que as coleguinhas acabaram “ficando”.

Como o relacionamento entre mãe e filha é muito aberto, elas puderam conversar sobre o que tinha ocorrido e esclarecer que ainda era muito cedo para definir alguma coisa, não significava que a menina era também bissexual somente porque teve uma aventura com as amigas. Isso é apenas uma descoberta da sua sexualidade, e com o tempo a experiência diria qual o caminho a seguir.

Agora as amigas estão perguntando se podem programar de um dia desses ir "dormir" na casa dela, e a duvida é se ela deve liberar esse encontro ou não.

Logicamente , em caso afirmativo, seria explicitar sua aprovação para que as meninas transassem nas “barbas” dela, e embora ela admita que seja normal essa descoberta sexual, ao mesmo tempo , tem medo de ser julgada como liberal demais .

Tem receio que as meninas comentem em casa que a “tia Val” é legal, permite isso ou aquilo e acabem criando um grande problema com seus pais. Medo enfim da língua da sociedade.

Percebam o quanto é sutil a linha que separa o que você quer ,com o que você deve fazer.

O que é ser liberal demais ou na medida certa?  Se ela aceitar que as amigas transem com sua filha em sua casa, deve aceitar também quando um garoto quiser fazer o mesmo?

Para vocês, é legal trazer seu namorado (a) pra “dormir” em casa, sabendo que seus pais estão cientes disso?

Vocês ficam à vontade ou é constrangedor saírem ambos do chuveiro quando alguém bater na porta?

É mais gostoso fazer tudo às escondidas enquanto a família deu uma saída, ou seria melhor se tudo fosse explicitamente permitido?

 

 

 

 

 

Escrito por Mel às 14:58:33

05/03/2010 - 15:04:07


Vacinação contra a Gripe Suína

Na próxima semana inicia-se a vacinação da população contra a gripe suína. No ano passado a tal gripe apavorou muita gente com o elevado numero de pessoas que contraíram a doença, e com os vários casos de morte.

Como sempre acontece, de um momento para o outro, o assunto morreu (talvez tenha sido infectado também) e só voltou a surgir agora com a notícia polêmica da vacinação. Polêmica eu digo por causa da divulgação das pessoas destinadas a receber a vacina.

Na primeira etapa serão vacinados os profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros,e outros trabalhadores de hospitais , e a população indígena.

Na segunda etapa, serão as pessoas com doenças crônicas, como diabetes, imunodeprimidos, doenças hepáticas, renais , hematológicas, etc. Neste mesmo período vacinarão todas as gestantes e as crianças de 6 meses a 2 anos de idade.

Na terceira etapa, deverão ser vacinados os adultos de 20 a 29 anos de idade e na quarta e ultima etapa, os idosos (maiores de 60 anos) , mas somente os portadores de doenças crônicas.

Eu confesso que fiquei um tanto confusa fazendo as contas para ver aonde é que eu me encaixava  nesse quadro. O pior é que percebi que só me restam duas fatídicas maneiras: uma é ficando grávida urgentemente e a outra é sendo tratada pelo médico que tomará a vacina!

Eu não entendi direito porque vacinar somente alguns... qual o critério de escolha? Até a parte onde foram escolhidos os profissionais que lidam diretamente com a doença, as crianças, as gestantes e doentes, eu entendi perfeitamente. São pessoas de maior risco.

 Mas porque a população indígena ( entendam, sem nenhum tom de discriminação) e os jovens de 20 a 29 anos tem prioridade a uma criança de 3 anos ou a um idoso que não seja doente crônico? E o titio de 55 anos, pode pegar a gripe que não tem problema? E o meu filho de 12 anos, onde fica nessa?

São coisas que eu não consegui resposta. Aliás, em um site do Ministério da Saúde eu encontrei sim uma resposta: “quem quiser pode procurar as Clínicas particulares e tomar a vacina, pagando, logicamente”.

De qualquer maneira como eu sou uma mulher  teimosa , continuarei  matutando- deve haver um motivo mais sério para isso.

Mudando de assunto da água para o vinho, vocês já devem ter ouvido os rumores do fim do mundo, marcado para o dia 21 de dezembro de 2012. Só não sei ainda o horário exato. E tomem o cuidado de acertar o relógio se for horário de verão! Eu me lembro ainda de outro dia que foi marcado para o mundo acabar, foi em 1998 eu acho, meu filho ficou a noite toda assustado, na janela esperando o asteróide que ia destruir nosso belo planeta e acabou dormindo sentado.

Porém minha avó já dizia: aonde há fumaça, há fogo (hoje em dia, pode ter maconha rolando).

Vai ver que o governo, já pensando nisso, resolveu não gastar muito dinheiro e vacinar só um terço da população...

 

 

Escrito por Mel às 15:04:07

26/02/2010 - 13:40:03


Certo, ou nem tanto?

Estava lendo um blog que achei na net, de uma garota lésbica que relatava minuciosamente sua conquista e relação com a namorada (dita hétero) de seu melhor amigo.  Complicado esse tipo de problema, mas acontece nas melhores famílias. O estranho é que eu me envolvi bastante na história, hehehe. O que será isso?

Por outro lado relembrei bastante uma história parecida, onde desta vez eu era a protagonista. Quem acompanhou meu blog desde o início aqui no Mixbrasil, quando ainda era chamado de “colunas”, deve lembrar que eu contei sobre um namoro virtual com um garoto gay.  Sim, eu me fiz passar por um garoto de 20 anos, gay, para conhecer de perto o mundo de vocês.

Muita gente me criticou na época, eu sei que não é certo mentir, mas os fins justificavam os meios.

Eu confesso, não sou uma pessoa que aceita muito facilmente as críticas. No fundo eu sabia que estava agindo socialmente de maneira errada, porém eu não estava prejudicando-o em nada! Muito pelo contrário, nós dois tivemos somente ajuda um do outro, uma amizade bonita que aos poucos foi evoluindo. Tanto que, tempos depois, eu o procurei e contei toda a verdade, e ele não se sentiu nem um pouco lesado. Claro que achou estranho, mas pela distância que nos separava ele mesmo jamais se envolveu demais por saber que seria impossível daquele relacionamento se tornar real. Sem nenhuma mágoa, nos tornamos grandes amigos, agora reais.

Dessa maneira, eu comecei a coisa errada, (quem não comete erros?), mas o fim deu certo, e não me arrependo de nada do que fiz.

Uma mãe em desespero faz muita coisa errada, entre elas, algumas até põe seus filhos pra fora de casa ou fingem que não tem mais filho/a.

Eu fui ao mundo saber o que era ser homossexual, e queria saber a fundo, não somente em livros.

Nesse caso eu fui em frente, mesmo sabendo que não era uma coisa, digamos muito certa. O resultado foi que acabei tendo um conhecimento que eu jamais teria em teoria alguma, além de ter vivido dias lindos. Para mim foi uma experiência importante para compreender muito mais o que se passava na cabeça de um jovem gay, com seus conflitos, suas duvidas, os preconceitos enfrentados, as paixões mal resolvidas, e assim, compreender e aceitar melhor a homossexualidade do meu filho.

Aliás, eu já o aceitava como ele era, apenas eu queria entender os problemas que ele poderia ter que enfrentar, e como eu poderia ajudá-lo se fosse preciso.

Agora, anos depois , ando pensando seriamente em escrever um livro .

Tenho certeza que muitos jovens vão se identificar em cada passagem , e quem sabe, possa ajudar alguém .

 

 

 

Escrito por Mel às 13:40:03

12/02/2010 - 16:45:50


O que você acha dos coroas?

É comum encontrarmos em sites, no cinema, na TV, muitos meninos (as) gostosões, sarados, corpos malhados.

Claro, a mídia vende o que é bonito, e quem é que não gosta de ver coisas bonitas?

Me chamou atenção um dia desses uns garotos que estavam entre si, fazendo piadinhas por conta de um “coroa” gay que passou por eles. Daí eu fiquei pensando na dificuldade de se relacionar que devem ter os gays mais maduros, mais velhos. Sim, por que todo mundo envelhece, ninguém vai ficar bonitinho com tudo em cima pro resto da vida.

A gente sabe que vocês já enfrentam alguns problemas na hora de namorar, pois alguns homens não assumem sua homossexualidade, por mais flagrante e declarada que ela seja. Imagino então como deve ser difícil quando a idade chega!

Na juventude a gente sai com um hoje, outro amanhã, termina um relacionamento que não deu certo e começa tudo outra vez, e assim vai tentando até achar a tampa da sua panela. Se você acha, meus parabéns! Você é um sortudo.

 Se não acha, continua-se a vida assim mesmo, afinal o mundo cada vez mais está cheio de pessoas sozinhas e isso nada tem de errado.

Mas o tempo passa rápido que nem vento! Logo a gente se olha no espelho e está cheio de cabelos brancos (vulgo charme). O corpo já não é mais o mesmo, o fôlego então, nem se fale.

E quem é que quer alguém que não está com a auto-estima muito brilhante, reclamando de dor nas costas? Ninguém, né? A solidão chega nessa hora.

Assunto um tanto trágico para uma véspera de carnaval, mas é preciso pensar nessas coisas e principalmente valorizar um pouquinho mais as pessoas que já passaram dos “enta” (quarenta, cinqüenta... sessenta).

Está cheio de coroas grisalhos muito bem sarados ainda, com muito pique, e que sofrem certo preconceito dos jovens, não acham?

E o outro lado da moeda também é verdadeiro. Deve-se saber envelhecer! Manter sua mente ocupada e jovial, aberta às transformações do mundo. Cuidar-se e amar-se é imprescindível!

Bem, eu não tenho nada contra os jovens, muito pelo contrário! Rsrs

Apenas eu estou puxando a sardinha pro meu lado, que já estou nos “enta” também , oras.

 

Curtam o Carnaval loucamente... mas com CAMISINHA.

Beijos

 

 

 

Escrito por Mel às 16:45:50

05/02/2010 - 15:37:07


ALEXANDRE , O GRANDE

É lamentável saber de fatos como o ocorrido ainda ontem. Apesar de estar nas manchetes e eu parecer repetitiva aqui, acho que é importantíssimo divulgar e espalhar ao maior número de pessoas possível o tipo de pessoas que concorrem a cargos importantes em nosso país.

O candidato indicado pelo nosso presidente Luis Inácio da Silva Lula, aprovado por unanimidade pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Militar - General Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, afirmou que homossexuais não deveriam trabalhar nas Forças Armadas, pois não teriam autoridade para isso. Declarou que os gays só devem ser aceitos, caso mantenham em segredo a sua orientação sexual. Os que já trabalham nas Forças Armadas, deveriam procurar outra carreira, fora dos quartéis,  até porque isso coloca dificuldades para a tropa obedecer um indivíduo com esses atributos.Disse ainda que no mundo inteiro, os exércitos não admitem esse tipo de orientação.

Pois é. Eu, na minha simples maneira de pensar, como uma mera brasileira, já vi essa história de autoridade se repetir quando as mulheres pleiteavam também cargos de comando. Sempre disseram que homens não respeitariam mulheres como “chefes”, e hoje, o que se vê são mulheres na direção de grandes empresas, grandes instituições e países, demonstrando que competência nada tem a ver com sexo, cor, religião, orientação sexual, etc.

Qualquer função em qualquer instituição deve ser exercida com seriedade e conhecimento de seus deveres /obrigações. Qualquer subordinado tem que respeitar as ordens de seu superior sob pena de punição, e logicamente no caso militar, o soldado que desrespeitasse a autoridade de um dirigente seria preso e julgado.

É tão grande a discriminação e o preconceito nas declarações do general , que nem seria preciso dizer que ele está julgando por seus próprios critérios de moralidade e não segundo a Constituição, que ele deveria conhecer bem, já que é indicado a um cargo de Ministro.

Além disso, o General desconhece que em grande parte do mundo (civilizado, claro) os exércitos não fazem nenhuma objeção em ter homossexuais na direção de seus batalhões.

Um exemplo interessante: Alexandre “O Grande”, rei da Macedônia 300 anos antes de Cristo, foi o maior líder militar da história- e era gay.

 

É preciso que a gente pense bem, conheça a fundo as pessoas em quem votar. Já passou da hora de acabar com a discriminação de qualquer tipo.

Escrito por Mel às 15:37:07

25/01/2010 - 17:40:24


Dogmas da igreja; aceitar ou questionar?

Nesses dias eu estive numa cidade pequena do interior de SP, visitando parentes. Quando eu digo cidade pequena, vocês podem diminuir bem mais do que estão imaginando.

Quatro ruas circundam a praça principal onde moram as pessoas mais importantes da cidade, a igreja no centro dela enfeitada por um belo jardim florido. Um mercadinho, uma padaria que funciona na garagem de uma residência, uma farmácia, um bar em cada esquina e duas sorveterias rivais pelos partidos políticos. Nada mais...

A praça é centro de tudo, onde os poucos jovens (a maioria já caiu fora de lá) passeiam à noite, e as mulheres se encontram depois da missa. Logicamente todo mundo daquela cidade vai à missa, senão... ”o que os outros iriam falar?”

Os mais avantajados financeiramente sentam-se nos primeiros bancos, olhando de canto de olho o vestido das colegas. As boas senhoras cuidam de tudo, desde a faxina da igreja, dos enfeites, da roupa do padre, até a organização das festas de padroeiros para gerar fundos para a comunidade.

Ouvi coisas interessantes de algumas freqüentadoras, um tanto revoltadas com a conduta do padre da cidade.

Vivemos tempos modernos e mesmo em lugares pequenos não existe mais a mesma estrutura social tradicional de décadas atrás. Lá também existem mulheres separadas, desquitadas, algumas vivendo já com outros parceiros e sendo felizes com a nova família.

Só que estas não podem participar da comunhão!

O padre fala em alto e bom tom que as moças amasiadas, as prostitutas, e as que não freqüentam regularmente a “santa igreja” devem se colocar no seu devido lugar, e não chegar até o altar para receber a comunhão, para evitar transtornos.  Ele disse ainda que em missas de formaturas e casamentos está cheio desse “tipo de gente” e que deviam enxergar que ali não era seu lugar.

Uma moça que estava sendo madrinha de um casamento foi convidada a se retirar porque estava acompanhada do seu namorado no altar e todos sabiam que ela já foi casada , está separada e tem um filho.

Um absurdo! Preconceito explícito!

Mais bizarro ainda, na benção ele estende a mão direita sobre os fiéis e diz: “eu abençoo todos aqueles que gostam de mim” e estendendo a mão esquerda diz: eu amaldiçoo os que não gostam de mim ou do que eu digo (fazendo o sinal da cruz com a mão esquerda).

Eu fiquei pasma... quanta idiotice junta!

As pessoas mais tradicionais aplaudem e as mais jovens estão revoltadas, porém sem muito que fazer além de ficar de cara feia.

De tempos em tempos os padres mudam-se, mas as fofoqueiras da cidade incumbem-se de contar a vida de todo mundo nos primeiros dias da chegada do outro padre. E tudo continua igual...

Ah, me esqueci de mencionar que a comunidade custeia todas as despesas do padre, incluindo mercado, vestes, combustível para o seu carro ( importado) e plano médico de primeira linha. Ele recebe ainda da curia um salário razoável para gastar com o que ele desejar.

 

Coisas da vida.

 

Escrito por Mel às 17:40:24

12/01/2010 - 17:00:49


De volta ao mundo

 

Depois das tempestades (que não tem sido poucas) sempre vem a calmaria, quase sempre.

Ele chegou bem, graças à Deus, fez uma ótima viagem, chegou exausto e barbudo, mas nem tão magro.

No caminho de casa veio contando várias novidades, histórias de sua estada fora de São Paulo. Valeram a pena as poucas horas dormidas, o cansaço e as inseguranças. E a gente chega à conclusão que valeu muito à pena quando há crescimento.

Para muita gente que vive em São Paulo fica difícil imaginar coisas que só passam na TV. Mesmo com toda pobreza que se vê por aqui nas favelas, ainda é pouco perto do que temos por este Brasil a fora. Foi chocante, como ele relatou, ver idosos dividindo o espaço e a comida com ratos. Deficientes mal tratados, amarrados pelos familiares, sem comida, sujos, sem nenhum tratamento. Foi triste constatar a péssima condição de saúde que vivem inúmeras pessoas, por conta de erros banais de alguns maus profissionais. A experiência e o aprendizado prático que lhe foi proporcionado tiveram imenso valor, porém a lição humana foi bem maior. Das cinco mil pessoas atendidas no projeto, o agradecimento sincero, o sorriso nos rostos foi o melhor pagamento. Poder ajudar a salvar a vida de algumas pessoas, um deles inclusive infartando na sua frente, foi muito gratificante. Por todo esse crescimento é que eu afirmo: valeu a pena! (Incluindo aqui as minhas saudades).

Mas voltando ao mundo, ao nosso mundo doméstico, o nosso cantinho, que modéstia a parte é lindo, cheio de carinho pelos quatro cantos, tudo foi ótimo nesse final de ano e início de 2010. Viajamos um pouco, conhecemos lugares lindos e descansamos bastante.

 

Para este ano faço alguns planos difíceis, um deles é de emagrecer (hohoho).

Já o nosso galã, (meu filho, claro) tem planos sentimentais para 2010  m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s. Acho que ele está amando... Aliás, eu tenho certeza, mas quero ficar de fora só olhando para não interferir em nada, deixando ele curtir este momento tão especial e único. O mocinho, o tal pretendente, é muito meigo e tem carinha de anjo. (tomara que não seja tão anjo assim. hehehe).

 

Escrito por Mel às 17:00:49

17/12/2009 - 11:31:04


Saudades de você

Eu não pensei que sentiria tantas saudades de você assim!

Não imaginava que seria tão difícil para mim. E ainda tem gente (mães e pais) que têm coragem de expulsar um filho de casa em nome de um preconceito besta, com medo da língua felina da sociedade.

Quando eu preparava suas coisas para a viagem estava meio que anestesiada, achando tudo normal, afinal você nem para em casa mesmo, só chega pra dormir. Mas no dia em que você se foi, a angustia ficou cada vez maior. Não, não é só preocupação. É um sentimento estranho, um vazio, uma falta de alguma coisa, acho que essa falta se chama: você.

Mesmo com todos os meus afazeres, que não são poucos, eu não consigo me esquecer um só minuto. E entrar no seu quarto? Abrir seu guarda roupa? Não dá! Eu sei que estou parecendo ridícula, mas quando eu toco nas suas coisas meus olhos ficam cheios de lágrimas, assim como agora.

Eu juro que queria ser diferente e assim te deixar mais livre, mas... eu não consigo ainda. Ainda faltam seis dias.

Sei lá por que eu estou escrevendo isso aqui, afinal ninguém tem nada a ver com isso, e o meu sofrimento, a minha saudade não vai diminuir. Não estou te culpando, por favor, não pense isso. Você tem que viver a sua vida, eu sou uma boba e isso vai passar logo, deve passar, sempre passa.

Outra coisa boba que eu queria te dizer, é que te amo. Mas você já sabe disso, já te falei muitas vezes. Só que com essa distância eu queria te relembrar: eu te amo!

E aproveitando esse momento todo de bobeira de uma mãe que está longe do filho, sentindo uma saudade imensa e querendo lhe dar uma abraço enorme, eu queria deixar um recado para outras mães. Não percam a oportunidade de dizer o quanto gostam de seus filhos, em nome de um sentimento mesquinho que se chama “preconceito”. Não me digam que não conseguem aceitar, é mentira! Quem ama, aceita! Quem ama , perdoa! Quem ama , ajuda, luta junto, defende e protege. Abracem seus filhos e soltem o grito que está dentro do seu coração. Por vocês, não percam tempo. A vida passa muito rápido e a felicidade de ter um sorriso deles, pode lhe escapar das mãos.

 

Feliz Natal para todos!

Para todas as mães e para os filhos que felizes vão gozar de um abraço e um beijo delas. Para todos os filhos que ainda incompreendidos, vão chorar baixinho no travesseiro, esperando por isso.

Feliz Natal meu filho! Que seus sonhos se realizem, que sua luz cada dia aumente mais e que eu sempre possa estar ao teu lado para continuar te admirando!

 

Escrito por Mel às 11:31:04

01/12/2009 - 16:45:28


Esforço , Garra e Protestos

Eu acompanhei de perto (e até participei) de  toda a maratona por votos de alguns membros  da comunidade do Orkut- “Homofobia já era”- durante o mês de novembro enquanto acontecia a enquete promovida pelo senado,  sobre a famosíssima  aprovação do PCL 122. Foi bonito de ver a mobilização e união do pessoal que trabalhou incessantemente, para que a nossa comunidade gay pudesse vencer e mostrar a força que podemos ter quando queremos atingir um objetivo. Chegamos a índices positivos até o ultimo domingo, porém infelizmente na segunda feira pela manhã após o site ter inclusive retirado e supostamente encerrado a enquete com a vitória do SIM, voltaram a colocá-la no ar, mas desta vez com votos contrários subindo de maneira galopante.
Vários membros da comunidade ficaram revoltados diante das evidências de ataques de hackers e fizeram seus  protestos aos Srs. Senadores.

Um deles foi o do Hugo Mind, o qual estou colocando na íntegra abaixo.

Antes de encerrar, quero parabenizar o Hugo pelo seu trabalho, seu esforço e atitude. Tomara que esses exemplos sirvam para unirmo-nos cada vez mais na conquista de direitos.

Vocês merecem ser tratados com igualdade e respeito, como qualquer cidadão brasileiro.

 


Omissão dos Senadores?
Por Hugo Mind

Senhores Senadores,
 
 
Gostaria de denunciar a evidente fraude que o site do senado está sofrendo hoje, a enquete que foi colocada durante todo o mês de novembro perguntando se éramos a favor do projeto de lei que pune a discriminação contra homossexuais tinha sido retirada no início do mês, justamente por ter sido invadida, na época ela já apresentava meio milhão de votos o que chamou a atenção de sua agência e acabou apurando a invasão.

Depois de terem melhorado a segurança a enquete, vinha recebendo uma média de 10 votos a cada 10 segundos, ontem foi dada por encerrada a meia noite, mas hoje retornou e após isto vem recebendo uma votação acima da média sendo de 30 a 50 votos a cada 10 segundos, exatamente igual a como estava acontecendo no dia em que foi invadida no início do mês.
O “Sim” está despencando rapidamente, peço que tomem providências e que não lavem suas mãos, já foi terrível o que passamos com esta enquete durante todo o mês, isto só serviu pra aumentar a intolerância de fanáticos religiosos contra a minoria homossexual,
Espero que o Senado cumpra com seu dever e seus objetivos os mesmos que foram totalmente desrespeitados quando esta enquete foi colocada no site, todos sabemos que um dos objetivos constitucionais é promover o bem de todos, como está muito bem descrito no artigo terceiro:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
[...]
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
 
A enquete colocada no site do senado desrespeitou um dos principais artigos de nossa Constituição:
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade

Bom, se todos são iguais e a discriminação não pode existir de qualquer natureza, porque alguns hotéis, motéis, restaurantes muitas vezes impedem a entrada ou a permanência de homossexuais, porque quem discrimina não vai preso? Por que homossexuais podem ser demitidos simplesmente por causa de sua orientação sexual? Todos sabemos que orientação sexual não é questão de escolha, será que alguém se lembra do dia em que escolheu ser heterossexual?
Então, por que não existe a igualdade proclamada no artigo quinto? A resposta é simples justamente porque o Poder Legislativo se omitiu, foi na contramão dos objetivos e direitos e garantias constitucionais e nunca fez uma lei sequer pra que valesse de fato esta igualdade, será que agora ainda querem lavar suas mãos e jogar pra uma maioria decidir o destino de uma minoria? Será que vamos ter que tolerar eternamente sermos vistos internacionalmente como um dos países com crimes motivados por homofobia do mundo?
A enquete colocada no site está longe de ter promovido um debate público, o que vimos foi um aumento do ódio, da intolerância, grupos de fanáticos religiosos se uniram através de blogs, Orkut e outros sites de relacionamento, promovendo mais ódio e intolerância, existem comunidades que inclusive pregam a pena de morte a gays, que manifestarem sua afetividade em público, alguém ainda duvida que precisamos da lei que pune crimes com motivação homofóbica?
 
Os fanáticos religiosos ensinaram durante todo o mês como burlar a votação desta enquete, o site do Senado foi invadido no início do mês justamente pra favorecer o “não” e agora neste momento está se evidenciando mais uma invasão, será que os senhores senadores vão simplesmente ignorar estes fatos? Vamos deixar pra depois e continuar convivendo com mortes, agressões e injustiças? Gostaria também de entender porque a enquete não perguntava se éramos a favor da discriminação que idosos e deficientes também sofrem, já que estes fatos também fazem parte do projeto de lei, Por quê? Seria muito estranho perguntar se velhinhos podem ser discriminados, mas pra homossexuais não parece estranho para o Senado fazer a pergunta? Por que homossexuais são tratados como classe inferior quando se discutem leis, mas não quando pagam seus impostos e nem quando vão as urnas?
 
 
Protesto enviado a agencia@senado.gov.br 


E a todos os senadores:

flavioarns@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, patricia@senadora.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, leomar@senador.gov.br, geraldo.mesquita@senador.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, jonaspinheiro@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, papaleo@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br, antval@senador.gov.br, adelmir.santana@senador.gov.br, alfredon@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, edison.lobao@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, eduardo.azeredo@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br, expedito.junior@senador.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, gerson.camata@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, joaquim.roriz@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, jayme.campos@senador.gov.br, jefperes@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br, jtenorio@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, jose.maranhao@senador.gov.br
katia.abreu@senadora.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, mercadante@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br, osmardias@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, roseana.sarney@senadora.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, sergio.zambiasi@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, siba@senador.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, valterpereira@senador.gov.br

Escrito por Mel às 16:45:28

27/11/2009 - 21:15:33


Apelo Público

Meus amigos(as).
Pelo Amor-de- Deus , vamos V O T A R !!!!!!!!!!!!!!
Entre no site da Agência do Senado e coloquem seu voto "SIM" na enquete que está sendo realizada no momento sobre a aprovação da lei que pune a discriminação contra os homosexuais.
Não percam tempo, façam campanha! Os adversários estão fortes e a enquete termina nessa segunda feira!
Aqui está o link:  http://www.senado.gov.br/agencia
Eu conto com seu apoio.

Escrito por Mel às 21:15:33

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