Blog do Sebah
11/05/2010 - 09:01:56
Alice no mundo tridimensional
Personagens da "Alice" de Tim Burton
Na última quinta, assisti a “Alice no país das maravilhas”, de Tim Burton, pela segunda vez. Realmente, precisou de um repeteco para eu ver que o filme é bom. De primeira, acho que por criado expectativas demais e por levar a marca do diretor, fiquei um pouco desapontado. A impressão que fiquei era de Burton com uma coleirinha da Disney, acompanhado pelo tilintar do cash recebido pela direção da obra, que não deve ter sido nada modesto, diga-se de passagem.
No entanto, quando fui com uns amigos, dá pra ver que é realmente um bom longa-metragem, desde que não se crie uma grande expectativa. De fato, está longe de ser uma pérola do diretor, como foram “Edward mãos de tesoura”, “Peixe grande”, “Noiva cadáver”, “Batman”, “A lenda do cavaleiro sem cabeça”, “Ed Wood”, “Marte ataca”, entre outros. Mas é um trabalho bem executado, correto, com bons atores e efeitos especiais. A sugestão é assisti-lo em salas 3D, que oferecem uma estrutura compatível com os efeitos virtuosos de “Alice”. Há, inclusive, um certo charme infantil na Alice do século XXI, lembrando até mesmo o clássico “Labirinto”, dos anos 80, com David Bowie e Jenniffer Connelly no elenco.
Voltando ao filme, tudo começa com Alice (Mia Wasikowska), uma jovem de 19 anos, se encontra em uma tradicional festa inglesa, onde um jovem conde pediria sua mão em casamento na frente de todos presentes. Contudo, no meio da declaração e do pedido de casamento, não é que ela avista o famoso coelho branco (o mesmo da primeira versão da Disney, de 1951) e decide segui-lo. Novamente, cai num buraco que a leva para outro mundo, Underland. Trata-se de uma continuação do primeiro desenho animado, que cativou crianças por quase 60 anos.
A protagonista passa o tempo todo acreditando que está sonhando e, mais uma vez, encontra com os tradicionais personagens, como o Chapeleiro Maluco, maravilhosamente interpretado por Johhny Depp (um dos medalhões conquistados por Tim Burton), Lebre Maluca, Rainha Vermelha, o Gato, entre outros. Por se inspirar nos dois livros de Lewis Carroll (“Alice no país das maravilhas” e “Alice através do espelho”), diferente da primeira versão da Disney que se baseou apenas no primeiro, a obra de Tim Burton conta com personagens inéditos, como a Rainha Branca (Anne Hathaway) e o Jaguadarte, um dragão em animação gráfica.
Escrito por Sebah Rinaldi às 09:01:56
08/04/2010 - 09:51:49
Salve Chico!
Fui assistir ao “Chico Xavier” nessa semana, depois de receber algumas indicações de amigos. O longa-metragem, que tem direção de Daniel Filho, conta de uma maneira sucinta a história do médium brasileiro, vivido simultaneamente pelos atores Ângelo Antônio e Nelson Xavier, desde a infância até o fim de sua vida. Todo o filme é intercalado por cenas de uma edição do programa Pinga Fogo, da antiga TV Tupi, que na ocasião contou com a presença de Chico como entrevistado. Dizem que esse programa, especificamente, foi bastante polêmico, pois o entrevistado falou sobre vários assuntos polêmicos para a época. No filme, essa acidez só é apresentada quando ele fala sobre sexo de uma maneira saudável e positiva, afirmando ser um presente de Deus e que deve ser, sim, uma forma de prazer. Quando cheguei em casa, já joguei logo no YouTube as tags “Chico Xavier” e “Pinga Fogo” e não é que me deparo com um vídeo específico em que ele comenta sobre a homossexualidade?! O depoimento é super friendly e moderno, principalmente para a época. Chico, realmente, era uma alma evoluída e merece ter seu exemplo seguido. “O homossexualismo (sic) e o bissexualismo (sic) são condições da alma humana e não devem ser interpretados como fenômenos espantosos. Aqueles que são portadores do sentimento de homossexualidade são dignos do nosso maior respeito”, afirma durante a entrevista. Quer ver na íntegra? Clique aqui e confira.
Escrito por Sebah Rinaldi às 09:51:49
10/03/2010 - 13:11:51
Por que Dourado cresce?
Fico cada vez mais indignado com a permanência de Dourado no BBB. Como se não bastasse ele dizer as maiores barbaridades (como no dia em que disse que o vírus HIV não é transmitido entre heterossexuais), o participante perdeu totalmente a linha na segunda-feira, 09/03, e chamou o brother Dicésar, mais conhecido no meio como Dimmy Kieer, de "viado" de forma depreciativa. Além disso, encerrou com a pérola: "Você pode ser viado, mas SEJE (sic) homem". Acabei de receber um texto do ex-BBB Jean Wyllys, encaminhado pelo Toni Reis, presidente da ABGLT, sobre a permanência de Dourado na "casa". Sei que está um pouco longo, mas recomendo a leitura completa desse artigo, que ficou muito bacana!
Autoridade dourada e fascista
"O sucesso do gaúcho Marcelo Dourado junto às audiências do BBB10 levanta um problema fundamental da vida humana: o desejo - às vezes inconsciente – da maioria por autoridades perversas. A autoridade perversa é, segundo a psicanálise, aquela inevitavelmente masculina, narcisista, pesada, auto-interessada, arbitrária e, quase sempre, tirânica. E esse tipo de autoridade tem um apelo misterioso junto às massas.
Freud já tinha dito que nós, seres humanos, temos uma espécie de fome de dominação e de ordem que se acentua nos momentos em que a vida nos parece desordenada e confusa. Partindo dessa proposição freudiana, é possível dizer que a presença dos “coloridos” e de seus simpatizantes no BBB10 e suas “licenciosidades” ou “libertinagens” perturbaram as audiências heterossexuais e tradicionais. É como se o fato de o programa abrigar um “sapatão”, uma drag queen e uma “bicha” andrógina pós-adolescente, bem como uma desinibida dançarina de boate, uma policial militar boquirrota e que se diz sexualmente desenfreada e um judeu editor de pornografia; é como se o fato de o programa abrigar essa fauna diversa ameaçasse os valores morais das audiências heterossexuais e zelosas da família tradicional; como se derrubasse suas certezas e mergulhasse suas vidas interiores num caos.
Por isso, Marcelo Dourado, ao se opor explicitamente à “licenciosidade” dos coloridos, emergiu como o líder de caráter fascista, que satisfaz a vontade geral de ordem e segurança. Quando as pessoas são assoladas por dúvidas, esse tipo de líder traz a segurança da “verdade”; do que é “verdadeiro” e “certo”, logo, confortável. Não por acaso Dourado cresceu na preferência dessas audiências depois da afirmação de que homens que transam apenas com mulheres não se infectam por HIV, o vírus da AIDS. Nada mais confortável para uma maioria ameaçada por uma doença ainda incurável que saber que a mesma não lhe pode atingir, mas, apenas aqueles cujos modos de vida ela reprova, ou seja, os homossexuais. Essa afirmação de Dourado é equivocada e preconceituosa, é claro, mas, o líder fascista também se caracteriza por carisma capaz de levar as massas a engolir mentiras como se fossem verdades. Líderes assim são especialmente atraentes para jovens e mulheres, que são a maioria entre as audiências do BBB.
Dourado encarna a totalidade das aspirações da maioria heterossexual, mesmo que as audiências que lhe apóiam não estejam conscientes dessas aspirações (com certeza não estão, por isso, é que procuram justificar seu apoio ao gaúcho e sua identificação com a homofobia do mesmo no fato de ele “dizer as coisas na cara, mesmo as mais desagradáveis”).
Dourado tem as características daquele “ridículo tirano” a que Caetano Veloso se refere na letra de Podres poderes, ou seja, é tirano, mas, é passível de provocar riso. Há, por exemplo, quem ache muita graça em vê-lo arrotar à mesa. Aliás, não foi sobre Caetano Veloso que Marcelo Dourado disse que gostaria de vomitar? Sintomático...
Esse tipo de líder permite alguns excessos, mas, sob certas condições prescritas. Por exemplo, Dourado tolera as excentricidades de Serginho desde que ele não fale de suas relações sexuais nem se oponha deliberadamente à ordem heterossexual que ele defende. Ora, é fácil tolerar um gay quando ele tem homofobia internalizada, é despolitizado, está reduzido ao estereótipo da “bicha louca” e, por isso mesmo, justifica a opressão que a maioria heterossexual exerce contra os homossexuais. Logo – e entendam isso de uma vez por todas - o gaúcho não deixa de ser homofóbico por causa dessa aproximação com Sérgio, muito pelo contrário.
Como eu sei que todo líder fascista é auto-interessado, eu não me deixei seduzir pelos elogios de Dourado à minha pessoa, afinal, ele sabe que eu gozo de alguma popularidade e prestígio, logo, não me criticaria abertamente; ao contrário, principalmente quando há um milhão e meio de reais em jogo. Por essa grana, ele sempre faz o jogo de “assoprar depois de morder”, ou seja, de posar de bacana depois de uma cena de fúria homofóbica, como naquela em que xingou Dicésar de “viado”, ressaltando, nesta palavra, toda sua carga negativa (sem contar que oposição “viado” versus “homem”, presente em sua frase para Dicésar, é típica da estupidez homofóbica e machista de quem não quer ver ou finge não saber que todo “viado” também é homem; alguns são até mais homens que o próprio Dourado, no sentido de que sabem conviver com os diferentes e respeitá-los verdadeiramente, sem interesses).
Sua ascensão é parte da histórica necessidade que a maioria tem de verdade, de ordem, de lei e de rei. Mas, ao mesmo tempo, essa necessidade pode resultar na destruição de méritos importantes dos seres humanos, como a democracia, as liberdades civis e o direito de livre expressão das sexualidades e de outros modos de vida que não aqueles celebrados em comerciais de margarina. E por que venci a quinta edição mesmo sendo gay assumido? Ora, porque todas as minhas outras qualidades ficaram maiores que a minha orientação (era como se as pessoas desculpassem o fato de eu ser gay por ser, ao mesmo tempo, honesto, íntegro, bom e inteligente); porque eu era o único em um grupo majoritariamente heterossexual, logo, não representava uma ameçava às audiências; e porque minha história de vida se parece com a de todo brasileiro que vence a pobreza através da educação; e porque eu apenas disse que era gay, não vivi minha sexualidade (e foi me comportando assim que consegui negociar minha permanência). Ficou difícil torcer contra mim. No BBB10, a maioria das audiências encontrou as condições ideais para voltar à velha homofobia." - Jean Wyllys
Escrito por Sebah Rinaldi às 13:11:51
24/02/2010 - 11:01:09
Uai, Minas tem praia?
Como reza o bordão, pra toda ação, há uma reação, certo? Foi seguindo essa lógica que Minas Gerais tem entrado no clima praiano. Calma, vou explicar! No dia 1° de janeiro, entrou em vigor um decreto do prefeito da cidade, Márcio Lacerda, que proíbe realização de eventos culturais na Praça da Estação da capital mineira, referência em BH e um dos pontos turísticos no centro. Em contrapartida, várias pessoas estão organizando um manifesto superdivertido, batizado de Praia da Estação.
Todo sábado, uma galera vai à praça com trajes de banho pra tomar Sol e se banhar no chafariz - afinal, isso é permitido, né? E não faltam elementos básicos de praia, como canga, isopor com cerveja, sombrinha, canga, esteira, entre outros. De vez em quando, ainda rola um caminhão pipa pra molhar todo mundo. No sábado passado, 20/02, foi a segunda vez que eu participei e, pelo andar da carruagem, vou continuar. No fim de semana do Carnaval, rolou uma edição especial: depois da concentração na praça, os “manifestantes” foram para a frente da Prefeitura, acompanhados pelo caminhão pipa. Chegando lá, começaram a “lavar” sua entrada e gritar frases como: “Ei, Polícia, a praia é uma delícia”.
Apesar do viés despojado, a Praia da Estação é bem engajada e tem chamado atenção da imprensa nacional, inclusive. O manifesto tem até hino em funk carioca e um blog. A música não poderia ser mais hilária: “Praia da Estação, Praia da Estação. Se liga aí, Prefeito. Aqui não tem depredação. Não me proíbe de ser cidadão. Liga a cascata e bota o calção. E vem pra Praia da Estação”.
Escrito por Sebah Rinaldi às 11:01:09
03/02/2010 - 21:42:05
Sherlock e Watson: romance com doses de suspense
Filme de Guy Ritchie sugere amor entre Holmes e Watson
Fui assistir ao novo “Sherlock Holmes”, que chamou mais minha atenção por ter um cara como o Guy Ritchie nas batutas do que pela trama em si. No fim das contas, até que o filme é interessante e divertido, sabia? Robert Downey Jr. e Jude Law estão matando a pau como Sherlock e Watson, respectivamente. Além da trama bem amarrada e de uma direção coesa, o longa tem um elemento, digamos, mais apimentado que me prendeu a atenção. Já ouvi boatos de que os dois personagens eram um caso mal-resolvido e, na obra, isso super se confirma. A paixão de Holmes por seu “fiel” companheiro vem à tona de uma maneira explícita e, ao mesmo tempo, sutil, isto é, a situação fica clara para todos os espectadores, mas é mostrada à moda inglesa.
Em duas cenas, a paixonite do protagonista aparece do modo mais escancarado possível. Na primeira, os companheiros vão a um restaurante para que Holmes conheça a noiva do parceiro. Porém, para a surpresa de todos na mesa, o detetive a recebe com várias pedras na mão, atestando o mais puro ciúme. Em outra cena, quando o personagem de Jude Law está no hospital com queimaduras após sofrer um acidente, Holmes se fantasia de médico e cuida do “parceiro”. Em pouco tempo, o farsante é reconhecido pela namorada de Watson, que não perde a oportunidade para marcar seu território. “Sei que você gosta dele da mesma maneira que eu”, diz. Interessante, né?! Uma outra perspectiva de personagens tão clássicos da literatura e do cinema.
Escrito por Sebah Rinaldi às 21:42:05
02/02/2010 - 12:09:51
Marcha gay em Curitiba dá exemplo!
Militantes concentrados em frente à UFPR
De férias do meu trabalho em BH, eu tirei uma semaninha pra conhecer Curitiba, que eu sempre tive as melhores recomendações. Nos primeiros dias, fiquei completamente imerso no turismo da cidade: visitei parques, museus, o centro histórico, enfim, toda a beleza da capital paranaense. Paralelamente, vi que estava rolando a V Conferência Regional da ILGA na cidade e que, dentro da programação, estava prevista um evento bem legal: a 2ª Marcha LGBT Latino Americana e Caribenha.
Pois lá fui eu! Na sexta-feira, 29/01, saí da casa dos amigos onde estava hospedado, é claro, com uma câmera na mão. Cheguei à Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná, onde estava marcada a concentração, por volta das 11h. Às 11h30, a marcha teve início e seguiu pela tradicional Rua XV de Novembro, Praça Osório e encerrou na Praça Ruy Barbosa, por volta de 12h30. Foi um lance bem rápido mesmo, sem trio elétrico, música ou qualquer outra referência a festa. O intuito era realmente político!
Durante o trajeto, eu conversei com alguns militantes. De acordo com o Toni Reis, presidente da ABGLT, com sede oficial em Curitiba, a marcha contou com 417 ativistas de 37 países diferentes. Além disso, havia pessoas com camisetas de ONGs e entidades de várias regiões do país, como o MGM (Minas Gerais), Cellos (Minas Gerais), Visibilidade (São Paulo), MGRV (Minas Gerais), GGB (Bahia), Lema (Maranhão), Arco-Íris (Rio de Janeiro), Chamas (Minas Gerais), Elos (Distrito Federal), entre outros. Deu pra ver que a ABGLT, quem intermediou a ILGA e a marcha, possui um baita respeito do movimento gay mundial. Parabéns, Curitiba! Fiquei com vontade de voltar mais e mais vezes.
Escrito por Sebah Rinaldi às 12:09:51
18/01/2010 - 12:25:38
Peças com temática gay em BH
"Dois de paus" narra romance de Júlio e Alex, casal gay sem estereótipos
Em BH, está rolando mais uma edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, um projeto de artes cênicas que está em vigor há 36 anos. Nesta edição, são 121 espetáculos participantes, entre obras de comédia, drama, romance, dança, entre outros. Além disso, em 2010, a organização incluiu alguns espetáculos com a temática gay abordada de uma maneira legal, positiva e sem estereótipos. Olhe só esses dois, são bem legais!
BOM CRIOULO:
Uma bandeira homossexual? Um escândalo? Bom Crioulo é um marinheiro negro, forte, corajoso, musculoso e brigão que aguenta, como nenhum outro, as chibatadas no navio. Protetor do jovem marujo, loiro de olhos azuis, por quem se apaixona. Quando em terra, vão morar na pensão da prostituta Carolina. Nasce, então, um triângulo amoroso. Sexo, cobiça e paixão com um final trágico.
Serviço: Teatro João Ceschiatti (Palácio das Artes) | 07/01 a 31/01 | Qui a Sáb 19h30, Dom 21h
Obs: tem que ficar de olho, pois essa peça termina em janeiro ainda!
DOIS DE PAUS:
História de dois homens contemporâneos, Júlio e Alex, completamente apaixonados um pelo outro. A intenção é fazer um retrato mais verossímil de uma relação homo afetivo, com personagens mais próximos do cotidiano, vivendo questões atuais e assim criar uma maior identificação do público em geral e proporcionar um debate mais franco e mais relevante dos temas no mundo atual.
Serviço:
Teatro Sesi Holcim | 05/01 a 27/01 | Seg a Qua 19h
Teatro Sesi Holcim | 04/02 a 07/02 | Qui a Sáb 19h, Dom 18h
Teatro Sesi Holcim | 11/02 a 14/02 | Qui a Sáb 21h, Dom 19h
Teatro Sesi Holcim | 18/02 a 07/03 | Qui a Sáb 19h, Dom 18h
Escrito por Sebah Rinaldi às 12:25:38
13/01/2010 - 08:41:47
Dona Irlene e Seu Antônio
No último fim de semana, eu tive uma lição de modernidade. Eu, meu namorado e uma amiga, a Carol, fomos à casa de campo dos avós dela, que fica em um condomínio em Itabirito, a mais ou menos 40 quilômetros de Belo Horizonte, onde eu moro. Carol, quem nos convidou, disse que sua família estaria toda lá, logo, seria um ótimo momento de confraternização.
Chegando à casa, dou de cara com uma placa na porta com o seguinte texto: “Aqui mora gente feliz”. Ao entrar, fomos apresentados aos avós de Carol, dona Irlene e Seu Antônio, e a seus tios. Eu e meu namorado fomos acomodados em um mesmo quarto. No entanto, eu fiquei um pouco desconcertado. Primeiro, por estar em um lugar onde eu não conhecia ninguém (sim, sou tímido). Segundo, eu não sabia como os dois anfitriões olhavam para nós, ou seja, um encontro entre um senhor e uma senhora de outra época, obviamente mais conservadora, e um casal gay. Mas aí eu desencanei e curti o fim de semana, afinal, a gente foi lá para isso, né?! E foi ótimo. A casa é linda e o condomínio não poderia ser mais aconchegante.
No domingo, quando eu estava em BH, recebi uma ligação da Carol:
- Sebah, e aí, amore? Chegou direitinho?
- Ah, chegamos, sim. Foi ótimo o finde.
- Hum, depois, tenho que te contar um lance sobre meus avós.
- Depois, não. Conta agora!
- Então, minha vó disse que adorou vocês dois e que ama gays. Além disso, achou vocês uns fofos e falou para voltarem quando quiserem. Ela ficou repetindo isso o tempo todo e - sabe do melhor? - na mesa de almoço, perto de todo mundo. (risos)
- Mentira? Sério? Carol, é pegadinha?
- Não, é verdade. E teve uma hora que minha tia perguntou se vocês eram mesmo um casal gay e sabe o que meu vô respondeu? (detalhe: Seu Antônio era da Aeronáutica)
- Ai, meu Deus. O que?
- Ele disse assim: “Claro, né?!”, com a maior naturalidade.
Eu fiquei realmente impressionado e, claro, muito feliz com essa notícia. Que o mundo seja feito de mais Irlenes e Antônios, pois, apesar do choque de gerações, eles deram um exemplo de modernidade, tolerância e hospitalidade. Agora, sim, eu entendo o texto na entrada, afinal, os dois deram provas de que são pessoas realmente felizes.
Escrito por Sebah Rinaldi às 08:41:47
31/12/2009 - 23:43:17
Mais Jensen Ackles

Meu post de fim de ano é um colírio para os nossos olhos: sim, minha nova paixonite platônica é o ator Jensen Ackles, que interpreta o personagem Dean Winchester na série “Supernatural” (exibida toda quinta-feira, às 22h, na Warner, e de segunda a sexta, às 21h, no SBT). Sempre ouvi falar bem desse seriado, mas foi por uma indicação que eu estou me tornando fã. Mesmo! Além de ter uma trama bem bolada e envolvente, “Supernatural” conta com a beleza - e o talento, verdade seja dita - de Ackles.
O fofo interpreta o irmão mais velho dos Winchesters, uma família que tem uma profissão um tanto atípica: eles caçam fantasmas e criaturas sobrenaturais. A trama começa quando Mary, a mãe dos irmãos Dean (Ackles) e Sam (Jared Padalecki) e esposa de John (Jeffrey Dean Morgan), é assassinada misteriosamente por um demônio, ainda na infância dos dois fofitchos. Isso é o bastante para que o pai deles passe a caçar obstinadamente seres malignos e, como se não bastasse, ainda treina sua prole para seguir o mesmo caminho. Os episódios se passam com Dean e Sam já adultos, seguindo os mesmos passos do pai.
O personagem de Jensen faz a linha durão, mais não passa de mera fachada: ele é uma manteiga derretida, além de ser quem mais se preocupa com o pai e com o irmão Sammy (também um fofo, mas nem se compara, tá?). Dean tem um quê de amargurado - um mix de broken heart com anti-herói - que seduz qualquer um. Não foi por acaso que, recentemente, Jensen ficou entre os homens mais sexies do mundo em três listas: da revista inglesa Glamour, que o colocou como 16° colocado; do site BuddyTV, elegendo o fofo como o sexto mais sexy no ranking; e da Empire Magazine, com o 47° lugar.
BIO: resumidamente, Jensen Ackles é pisciano, tem 31 anos, nasceu no estado do Texas (EUA) e, hoje, reside em Los Angeles (Califórnia/EUA). Já pensou em ser médico e fisioterapeuta, mas foi a carreira de ator que o pegou de jeito (ufa, né?!). O ator fez parte dos filmes “The plight of Clownana”, "Ten inch hero", “Devour”, ”My bloody valentine 3D”, das séries ”Dark Angel”, “Dawson´s Creek”, “Still life”, “Smallville” e “Supernatural”, e da novela americana “Days of our lives”, pela qual ganhou o prêmio Soap Opera Digest Award como Ator Revelação Masculino.
Escrito por Sebah Rinaldi às 23:43:17
18/12/2009 - 19:53:09
Recomendação pro finde: trilha de Lua nova
Essa é pra quem curte trilhas sonoras e indie rock! Vou estrear meu blog no Mix com uma recomendação musical, que também esbarra na sétima arte. Fui assistir ao filme “Lua Nova”, da série “Crepúsculo”, na semana da estreia e não é que o achei bonitinho?! É uma obra divertida, sem comentar nos colírios pros olhos que são Robert Pattinson e, nesse longa, Taylor Lautner (só um adendo: ele ganhou 13 quilos de musculatura só para filmar “Lua Nova”, tá?). Mas não é bem sobre o filme que eu queria falar, mas sim sobre a trilha sonora. Na sessão, mesmo lotada de adolescentes histéricas, que não paravam de gritar quando os bonitinhos apareciam, eu fiquei impressionado com a inserção das músicas no filme. A trilha em si é bem indie, mas por incrível que pareça, a entrada das músicas compõe um clima bem ambient e light, sem muita agitação. Vamos aos nomes: o disco abre com “Meet me on the equinox”, de Death Cab For Cutie. Em seguida, vêm nomes como Band of Skulls, Thom York com a eletrônica “Hearing damage”, Lykke Li com a fofa “Possibility”, The Killers e sua bela “A White demon love song”, uma após a outra. A compilação ainda conta com Anya Marina, Muse, Bom Iver & St. Vincent, Black Rebel Motorcycle Club, Hurricane Bells, Sea Wolf, Ok Go, Grizzly Bear, Editors e Alexandre Desplat. Eu já havia baixado esse álbum na web, mas ganhei a versão original em um amigo oculto de fim de ano. E adivinha? Não sai do meu som, do iPod, do computador, enfim, rolou um vício mesmo. Recomendo demais!
Escrito por Sebah Rinaldi às 19:53:09










